Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


25.10.23

Quando te ris e desenhas no meu olhar

Um círculo de luz com olhos verdes,

Quando te ris e escreves no meu olhar,

Amo-te,

Quando te ris, meu amor…

E poisas no meu rosto,

A tua mão,

E eu, aprisiono-a e finjo que durmo…

E finjo que os meus olhos são o mar.

 

 

25/10/2023


17.10.23

20231017_112522.jpg

 

Chove,

São as lágrimas do teu sorrir,

São as pétalas do Outono em Inferno partir,

São o silêncio da manhã,

 

Chove,

São as sílabas das tuas mãos em meu ser,

São nuvens de açúcar letrado,

Chove,

São as palavras do meu escrever,

São o cardo,

São o sono…

De um outro amanhã,

De um outro viver.

 

 

17/10/2023


08.07.23

20230708_164657.jpg

Desenho um abraço

Em silêncio abraço

Nos olhos da Lua

Dos olhos do mar,

Escrevo um sorriso

Nos lábios do Sol,

Em silêncio sorriso…

O abraço desenhado,

Nos olhos da Lua…

 

Desenho o tempo

Em perfeito juízo

O abraço desejado

Do abraço prometido

Sentido…

Na fimbria madrugada,

 

Desenho o poema

Do sofrido poema

Nos olhos do mar

Em silenciado sorriso…

Deste poema amargurado

Triste…

Neste poema sem sentido

Quando da noite…

O silenciado abraço,

Morre…

Nas mãos do Luar.

 

 

 

08/07/2023

Francisco


09.04.23

Habitamos dentro deste labirinto

Frio e escuro

Onde desenhamos no corpo o desejo

Quando escrevemos no corpo

Cada silêncio que a noite alicerça sobre o mar,

 

Habitamos dentro deste labirinto

Sem janelas

Com portas e frestas

Quando chega a nós

A louca Primavera,

 

Quando regressam a nós

Os gladíolos de uma noite em tórrida paixão

E quando dos teus doces beijos

A tua mão distrai-se na minha boca

Insígnia da madrugada,

 

E podia terminar a noite

E recomeçar outra noite

Habitamos dentro deste labirinto de noites

Que apenas o prazer e o silêncio

Sabem fotografar depois do luar adormecer,

 

E dos teus olhos

Quando acordam as primeiras lágrimas da manhã

E num sorriso de luz

Uma criança te oferece a flor mais bela que o silêncio pode cultivar;

A flor da liberdade. A flor de amar.

 

 

 

Alijó, 09/04/2023

Francisco Luís Fontinha


29.01.23

No sorriso de uma criança

Cresce uma flor imaginária,

Invisível como a lua em dias de silêncio,

Que conta estórias em pedacinhos de mar…

 

Do sorriso de uma criança,

De todas as crianças,

Acorda o sol desenhado por Deus,

 

No sorriso de uma criança,

Brincam as manhãs…

Todas as manhãs,

Que uma criança,

Transporta no olhar.

 

 

 

 

Alijó, 29/01/2023

Francisco Luís Fontinha


29.11.22

Desenho-te neste triangular silêncio

Que a luz escreve no meu corpo

Oiço-te em gemidos

Declamares os meus poemas

E descanso no teu sorriso.

 

Desenho-te sem saber desenhar

E escrevo na tua mão

Sem saber escrever

Mas invento o vento

No teu saber.

 

Morro.

Cruzo os braços dentro desta urna invisível

E das minhas lágrimas

Em partida

Vêm a mim as estrelas adormecidas.

 

E parte de mim

O rio onde me afogo;

Tenho medo

Que a noite não regresse mais

Aos meus lábios insaciados na tempestade.

 

Desenho-te neste quadro sem nome

Em fúria que desce a montanha

Onde poiso as cores do Outono

E uma ardósia de sono

Prende-me aos teus olhos de amar.

 

 

 

Alijó, 29/11/2022

Francisco Luís Fontinha

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Em destaque no SAPO Blogs
pub