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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


11.11.21

Onde habitam os pássaros

Dos teus lábios

Que voavam nas árvores da minha boca,

Meu amor!

O que fazem os pássaros

Dos teus lábios

Quando na minha boca, meu amor,

Habitam as flores do teu sorriso!

Como se sentem, meu amor,

Os pássaros do teu cabelo,

Quando nos meus braços,

Habitam o silêncio e o desejo!

O que sentem os pássaros

Dos teus seios,

Quando nas minhas mãos,

Habitam os pássaros de escrever!

E dos pássaros das tuas coxas,

Quando se abraçam

Aos pássaros da minha noite,

Sabendo que os pássaros

Do meu silêncio,

São os pássaros de amar,

São os pássaros de beijar…

Como serão os pássaros

Do teu olhar,

Quando os pássaros do meu escrever,

Se sentam junto ao mar,

E, se abraçam até que acorde o luar,

E nasçam os pássaros de viver.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 11/11/2021


15.02.14



foto de: A&M ART and Photos


 


Sentia-me desgovernado dentro do teu corpo melódico de poesia envenenada,


tínhamos descoberto as tristes pálpebras dos candeeiros de papel...


e havia em nós uma penumbra neblina com assobios de escuridão,


 


Sentia-me prisioneiro das mãos tuas em castanhas árvores de parede,


tinha medo de perder a sombra,


tinha medo de perceber as andorinhas com vestidos de chita,


 


Sentia-me desgovernado nos alpendres de alvenaria invisível,


inventava recreios numa remota escola de aldeia,


chamava a mim a cidade... e a da cidade vinham os teus olhos,


 


E da cidade acordavam os lábios submersos nas tempestade de areia,


um coração chorava, um coração zangava-se com o amor das palavras escritas por nós...


sentia-me um vagabundo sem sentido que sentia os alicerces da própria cidade,


 


Sentia-me como tu não sabendo que do espelho havia beijos,


saudade,


e da cidade... os teus malignos cabelos infestados de pólen, e cinzentos abraços...


 


Sentia-me,


aos poucos envergonhado, cansado... do teu corpo melódico de poesia envenenada,


e aos poucos, e hoje... sei que não tenho nada.


 


 


@Francisco Luís Fontinha – Alijó


Sábado, 15 de Fevereiro de 2014


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