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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


27.02.13




Nasci para colmatar a saudade da infância passada em Luanda – Angola, onde nasceu o meu criador, a princípio a minha existência era para ser apenas alguns meses, depois, com o apoio do JOÃO SÁ e da TERESA ALVES, a quem agradeço a sobrevivência, porque sem eles o meu criador tinha desistido, aqui estou dois anos depois.


A todos os que me visitam um muito obrigado.


 


Abraço


Francisco Luís Fontinha


 


P.S.


À Teresa Alves um agradecimento especial por este template da autoria dela.



14.02.12

Não sabia o que eram rosas


Dálias


Malmequeres


Não sabia que quando tocava os crisântemos


Eles sorriam


E me olhavam


 


Não sabia que dentro dos livros


(do António Lobo Antunes)


Viviam pessoas


Iguais a mim


Que sofriam


Que amavam


Que morriam


 


Não sabia


Que no mar vivia poesia


Palavras abraçadas à maré


Não sabia como acreditar e ter fé


 


Tanta coisa que eu não sabia


E aprendi com a tua mão.


16.11.11

Hoje decidi eliminar os meus blogs do Sapo. PT e a minha conta do facebook.


Porquê? Apeteceu-me.


E foi um prazer.


E de hoje em diante só vou publicar aqui neste espaço acolhedor, que é e sempre foi o meu orgulho; o verdadeiro Cachimbo de Água.


28.08.11

Este blog está muitas vezes em destaque no Sapo Angola, e claro que fico orgulhoso, é destacado por mérito, penso eu, e parece que penso bem, este blog nunca foi destacado por CUNHA, não senhor, nunca tive CUNHAS, e não sou dado a lambedelas, este blog é meu, continuará a ser meu, e só morrerá quando eu morrer, e foi esta a promessa que fiz a quem o desenhou, Teresa Alves).


 


Obrigado à Teresa Alves;


Obrigado ao João Sá;


 


Luís Fontinha


12.08.11

Misteriosamente o blog irmão deste em Portugal desapareceu dos destaques nos blogs do Sapo local, não escrevo e nunca escrevi para ser destacado, mas já o fui, e um dos meus poemas foi vencedor no dia 21 de Março (dia mundial da poesia), e misteriosamente, semanalmente o blog com o mesmo conteúdo e nome, mas no Sapo Angola, é destacado, e aparece frequentemente na rede, e obrigado à Teresa Alves que concebeu um template específico para o mesmo, e obrigado ao João Moreira de Sá por gostar dos meus textos e poemas, ambos da equipa dos blogs Sapo.


 


Há mistérios que nem Deus consegue desvendar, e há textos e poemas que são de destaque para os Angolanos, e talvez os considerem uma merda para os Portugueses, mas a vida é feita de mistérios, e em Alijó, em Alijó há mistérios que nem Deus consegue desvendar…


 


Obrigado à Teresa e ao João por acreditarem em mim.


20.06.11

Todas as coisas têm uma estória, todas as coisas têm uma vida. O corpo morre e fica a estória, e o cachimbo de água só morrerá com o desaparecimento do meu corpo, mas quando ele for pó, o blog cachimbo de água permanecerá algures na rede, palavras que ficarão mesmo depois de eu deixar de existir.


Poderia começar a história do cachimbo de água com… Era uma vez…


Mas não faz sentido porque o cachimbo de água está vivo e presente em cada momento de mim, e de vós.


 


O miúdo que nasce em Luanda e que ainda hoje procura na memória os cheiros e as sombras da cidade, aos poucos, já em Portugal, começa a devorar livros pela influência do pai, dos livros vêm as palavras e até à escrita é um saltinho.


Eu, anti-cigarros, para enganar a saudade, em Lisboa, começo a escutar no fumo as palavras que me habituara em casa, o sentar-me junto ao Tejo a olhar o rio e a criança que acabava de regressar de Angola, e em todos os barcos eu sentia a presença do menino que fazia papagaios de papel e se deitava debaixo das mangueira, de barriga para o ar, a olhar o céu…


A vida traz-me a paixão pelos cachimbos, e quando percebo, trinta e seis cachimbos em madeira, trinta e seis estórias. Olhava-os e sentia que faltava algo, faltava um cachimbo de água.


Um dia, daqueles dias em que não temos paciência para nada, um Marroquino a querer impingir-me bugigangas, e para o despachar da minha impaciência pergunto-lhe se tinha cachimbos de água, ele em resposta curta que não mas para não me preocupar porque ia encontrar um, ele acreditava que eu falava a sério, eu acreditava que ele brincava comigo, e uns dias depois, quando eu já tinha esquecido o cachimbo, ele aparece-me com este cachimbo de água, e que desde então poisa pacientemente sobre a minha secretária, sentado à minha esquerda.


Eu, sentado à sua direita, escrevo palavras, palavras que após a minha morte, continuarão vivas no blog Cachimbo de Água.


 


(Obrigado à Teresa Alves da equipa dos blogs Sapo e ao Rui Morais, grande artista da fotografia de Alijó)

...


31.03.11

Em reconhecimento à equipa dos blogs do Sapo Angola por tudo o que tem feito por mim a partir de hoje os meus textos e poemas serão apenas publicados no meu blog do Sapo Angola.


 


 


Luís Fontinha


Alijó

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