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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


21.04.19

Roubo as palavras aos meus poemas.


Nem assim ficas contente,


Pareces o vento,


Na cama sorridente.


Roubo as palavras aos meus poemas,


Vejo-te em sofrimento


Como um gladíolo camuflado,


Vai haver uma revolução…


Todos as flores,


Serão todas as espingardas,


Que vão tomar conta da cidade.


Roubo as palavras aos meus poemas,


Roubo os versos,


Os livros,


E fujo de ti.


O cansaço levo-o,


E a enxada da tristeza, também,


Roubo todos os desenhos nas paredes envernizadas da minha casa,


Um casebre ambulante,


Numa qualquer cidade,


Disfarçada de aldeia,


Entranhada nas montanhas do sangue…


Abruptamente, sofro com a tua partida.


Roubo as palavras aos meus poemas,


Batem-me à porta,


O carteiro não será,


Hoje é Domingo


Páscoa,


Dia Santo…


Santo não o sou,


Se o fosse queria ser o santo das esquinas,


Onde habitam os meus amigos,


Parentes e familiares…


O fim de tarde,


O fim dos livros, nos fins de tarde;


O domingo fatídico…


Abstracto,


Como sempre foram os meus Domingos.


 


 


 


Francisco Luís Fontinha – Alijó


21/04/2019


04.07.13



foto: A&M ART and Photos


 


(este cabrão deste censor é mesmo um grande filho da puta)


O povo gritava,


Revolução, revoluçãoooooo...


O povo farto, eu, eu que sou o povo, apenas nesta história, cansado, apenas num dia perco cinquenta e quatro amigos no Facebook, pergunto-me, porquê,


Porquê questiona-se ele,


Porquê?


Todos, hoje, resolveram remover a amizade que tinham comigo, ou apenas por motivos de censura, algum idiota, para não o apelidar de (cabrão e filho da puta), resolveu, hoje mesmo, remover os meus amigos, telefonou a uns quantos, uns quantos, como as ovelhas, passaram a palavra, e aí está, 2971 e a descer, noutros tempos, ficaria muito chateado, hoje, hoje sinto-me alegre, contente, porque podem remover-me todos os amigos... mas não podem tirar-me as palavras, mas não podem encerrar o Blogue Cachimbo de Água, não podem, não podes, e a descer


Agarra-te minha querida, agarra-te, e coloca o cinto segurança,


Não, não vamos morrer, não chores, oh... não chores que as lágrimas deixam o teu lindo rosto tristonho, como uma rosa, depois da chuva, sim, vamos conseguir, olha meu amor, olha para mim


Estou a olhar, meu querido,


Eles, eles não vão conseguir,


Juras?


Juro, acredita, acreditar sempre, olha sabes quem está em Alijó?


Não, não sei meu querido,


O meu “rating” de amigos está a descer, como o Ex-espião Americano Edward Snowden que tenho a informação acaba de aterra neste momento no Aeroporto Internacional da Chã e vai ficar uns dias hospedado numa unidade hoteleira da linda Vila encastrada no coração do Douro Vinhateiro,


É só o facto...


Diz, minha querida, diz,


Refiro-me à sujidade das ruas, e ao mau cheiro dos contentores do lixo, isso?


Sim, isso,


Isso ninguém vai notar...


Revolução, revoluçãoooooo...


(este cabrão deste censor é mesmo um grande filho da puta)


Isso ninguém vai notar... o cheiro é uma sombra invisível, indolor, como a paisagem, olha meu amor,


Sim, meu querido,


Acreditas em gaivotas?


Acredito,


Acreditas?


Sim, acredito...


Pois... não devias acreditar...


Porquê?


“Todos, hoje, resolveram remover a amizade que tinham comigo, ou apenas por motivos de censura, algum idiota, para não o apelidar de (cabrão e filho da puta), resolveu, hoje mesmo, remover os meus amigos, telefonou a uns quantos, uns quantos, como as ovelhas, passaram a palavra, e aí está, 2971 e a descer, noutros tempos, ficaria muito chateado, hoje, hoje sinto-me alegre, contente, porque podem remover-me todos os amigos... mas não podem tirar-me as palavras, mas não podem encerrar o Blogue Cachimbo de Água, não podem, não podes, e a descer


Agarra-te minha querida, agarra-te, e coloca o cinto segurança”,


“FODA-SE...”.


 


(não revisto)


@Francisco Luís Fontinha


 


P.S. A foto que acompanha o texto dá direito à perda de 250 amigos...


(Quero lá saber, o censor que se foda)


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