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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Lua


20.02.24

Há um sítio secreto

Nos braços da lua,

Onde me escondo, durante a noite.

 

Há um sítio secreto

Nos lábios da lua,

Que beijo, durante a noite.

 

Há um sítio secreto

No cabelo da lua,

Onde escondo os meus poemas, durante a noite,

E tenho medo de lhe tocar,

E tenho medo de o afagar.

 

20/02/2024


18.02.24

Serei água na tua pele

Serei espuma

Bruma

Em teus lábios de mel.

 

Serei luz no teu olhar

Serei palavra

Serei madrugada

… serei o mar.

 

Serei o teu poema no amanhecer

Serei tua mão no luar

Serei canção e serei amar.

 

Serei a água do teu sofrer

Minha maré envenenada

Quando a noite é uma espada

 

 

18/02/2024


16.02.24

(para ti!)

 

 

Quando os lábios são de mel

E os olhos são o mar,

Quando o rio é um socalco

Pincelado no Ujo,

Quando o cabelo é o vento

E quando o vento

É uma lágrima,

Quando o sorriso é a manhã,

E a manhã

É um sorriso nos teus lábios de mel,

 

Quando o corpo é uma jangada

Que dança sobre o mar,

E se os olhos são o mar…

O corpo é uma jangada

Que dança nos teus olhos,

 

Quando o meu único vício é fumar

E amar-te,

Quando as minhas palavras são a noite

E a noite é uma princesa,

Quando a chuva é a madrugada

E a madrugada,

Tem pouca beleza,

 

Quando o sol pertence à tua mão

E a tua mão pertence à minha mão,

Quando o seio tem um rio

E quando o rio

É um fio,

Quando o jardim não tem flores,

Mas tem o teu olhar,

 

Quando os lábios são de mel

E os olhos são o mar,

 

Tudo em mim é amar!

 

16/02/2024


15.02.24

És a espada que dilacera

A madrugada

És a palavra

Que escrevo

Com medo,

És mulher és fera

És a Primavera

És pássaro nos parêntesis da alvorada.

 

És a manhã dos meus olhos

És o perfume do meu silêncio

És a canção

E és a melodia que oiço.

 

És equação

És baloiço

Onde poiso

A minha mão.

 

És corpo em tarde volátil

És sumo de fruta

És foguetão,

És mulher que dá luta

Que labuta

Para uma vida melhor.

 

És mulher

És o poema ao acordar

Em cada novo dia

A cada desperdiçado luar…

És a poesia

Dentro de um livro qualquer…

És mulher

E és o mar

 

És pirilampo mágico

Trapezista no circo da vida

És cubo

És pirâmide

És nuvem

Tempestade

Às vezes.

 

És melancolia

E és também alegria.

 

És madame

Simplesmente solta no vento

És açaime

És arame

Fio

Nylon

Que brota da ribeira.

 

És livro

E és feiticeira,

És janela

És lareira,

És página

És língua

És o sol

E és a chuva,

 

És a noite vadia

És a insónia

És biblioteca

E és sabedoria.

 

És piano

És sinfonia,

És mulher desejada

Tão desejada como a lua,

És mulher amada

Às vezes fria

Às vezes

Nada

Outras vezes.... amua.

 

 

 

15/02/2024


14.02.24

Folheio-te

Leio-te,

Como se cada página do teu corpo

Fosse um poema,

Uma lágrima nos teus olhos…

Com sabor a luar.

 

Folheio-te

Leio-te,

Como se fosses o meu livro de poesia

Que me alegra o dia,

Logo que ele acorda;

Folheio-te e leio-te nos versos de te amar,

 

Folhear-te,

Ler-te,

Como se fosses o sol

Numa tarde em brincadeira

Nas mãos de uma criança,

Nos braços de uma ribeira.

 

14/02/2024

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