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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


07.10.23

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Desenhar-te,

Cansa.

Sonhar-te,

Cansa.

Desenhar-te nos meus braços,

Cansa.

Desejar-te,

Cansa.

Amar-te…

Cansa muito.

No entanto,

Desenho-te,

Sonho-te,

Desenho-te nos meus braços…

Desejo-te

E amo-te muito

Tanto o quanto te odeio….

 

 

07/10/2023


18.09.23

Do Cazaquistão, nada de novo.

O tonto continua tonto

Tolo

E burro.

Do Cazaquistão, nada de novo.

Nem flores

Nem amores

Quanto mais Doutores.

Por aqui

Dentro de momentos

O recomeço do nosso espectáculo

A ceia

E dormir.

Coisa alguma.

Do Cazaquistão, nada de novo.

A não ser o tolo que eternamente será tolo.

Tudo igual como a lesma

Na mesma

Ao outro dia

Três drageias e meia

Ao deitar

Sobre o sono

Uma almofada.

 

Do Cazaquistão, nada de novo.

O nosso capitão morreu

O nosso barco

Ardeu numa noite de neblina

Nada de novo,

Nada de novo enquanto a noite não termina

Acorda no Cazaquistão,

E nada,

De novo.

Do Cazaquistão, nada de novo.

Nem árvores

Nem vento vestido de árvores

Sem o saber

Bebeu

Nada de novo,

Por aqui,

Coisas nenhuma,

Do Cazaquistão, nada de novo

E estamos todos bem,

Estamos felizes,

Por aqui…

Dentro do Cazaquistão, nada de novo.

Três drageias ao deitar,

Meio copo de leite com saudade…

E novamente dia

E novamente acorda o Cazaquistão.

 

 

 

18/09/2023

Francisco


15.09.23

Esqueci o teu nome

Esqueci o teu rosto

Nas lágrimas do meu rosto,

Esqueci o teu cabelo

Quando a tempestade do silêncio

O levou…

E ficaste sem cabelo,

Esqueci a cor dos teus papagaios de papel,

Esqueci as tuas mãos que poisavam nas minhas mãos…

Apenas recordo o meu último beijo,

E com os meus braços abraçados aos meus braços…

vi-te lentamente partir!

 

 

Alijó, 15/09/2023

Francisco


02.09.23

Podia esconder-me de ti

Podia vestir-me de noite…

E correr

E andar…

Por aí,

 

Podia ser o vento

Podia

Podia ser a tempestade

Disfarçada de vento

Claro que podia,

 

Podia esconder-me de ti

E em ti

E esconder-me dos teus lábios

E esconder-me…

Na tua boca

Podia,

 

Podia ser aquele silêncio que poisa na tua mão

Podia ser o poema

Podia

Podia ser a alegria

E as palavras do dia

Podia

Podia esconder-me em ti…

 

 

 

Alijó, 02/09/2023

Francisco Luís Fontinha


17.08.23

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Nos teus olhos de mar

Nascem as púrpuras manhãs de incenso,

Dos olhos de mar

Acordam as madrugadas

E adormecem

Nos teus olhos de mar

As manhãs cansadas,

 

Aos teus olhos de mar

Regressam as gaivotas em papel

E as primeiras palavras do amanhecer,

Nos teus olhos de mar

Esconde-se a paixão,

O beijo…

E o desejo de beijar os teus lábios de mel.

 

 

 

17/08/2023

Francisco Luís Fontinha


15.08.23

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Perco-me neste labirinto

Procurando a sombra da tua mão

Na tua mão que sinto

Que sinto a tua mão

 

Perco-me dentro deste livro de poesia

Procuro neste livro os teus olhos de mar

Procuro neste livro o sorriso do dia

E as lágrimas do luar

 

Procuro neste labirinto de insónia adormecer

As primeiras palavras da madrugada

E sem querer

 

E sem o desejar

Procuro neste labirinto o teu rosto de cansada…

Quando este labirinto é os teus olhos de mar.

 

 

 

Alijó, 15/08/2023

Francisco Luís Fontinha


13.08.23

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Esqueço os teus olhos de mar

Em mar teus lábios de mel

Esqueço os teus olhos em luar

Do luar que assombra este papel

 

Esqueço a tua boca e o teu cabelo de vento

Esqueço o domingo inventando

Espadas no meu pensamento

Do lamento esquecer os teus olhos que fui sonhando

 

Esqueço que este poema não te pertence

Que este poema morreu junto ao rio

Esqueço a força que me vence

 

Quando a noite se esconde na madrugada

Esqueço que este navio

É uma lágrima assombrada.

 

 

13/08/2023

Francisco

(desenho de Francisco Luís Fontinha)

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