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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


03.11.23

Não sei meu amor

O que Deus reservou para nós

Se é que reservou alguma coisa para nós,

Não sei o que Deus pensa de ti

De mim

Mas eu sei o que penso de ti,

Meu amor (menina com olhos de mar e lábios de mel),

Não sei meu amor

O que Deus escreve sobre nós

Sobre mim

Sobre ti,

Mas eu sei o que escrevo sobre ti…

Quando desce a noite sobre esta lareira,

Que me aquece,

Que me inspira,

Que me abraça…

 

Não sei meu amor

O que Deus faz enquanto penso em ti,

E os meus lábios escrevem em cada milímetro quadrado do teu corpo,

E as minhas mãos desenham no teu corpo

O silêncio vestido de saudade,

Não sei meu amor

Se Deus algum dia vai compreender-me,

Se é que alguém consegue compreender-me,

Se Deus algum dia me vai oferecer

Um pedacinho de noite,

Com estrelas em papel,

 

Não sei meu amor

Se Deus sabe matemática

(Einstein dizia que não),

Mas isso também não nos interessa

Meu amor,

Não sei

Meu amor

O que Deus reservou para nós…

(Se é que reservou alguma coisa para nós,

Não sei o que Deus pensa de ti

De mim

Mas eu sei o que penso de ti)

Mesmo assim,

Acredito…

E sonho!

 

 

 

03/11/2023


02.11.23

Hoje,

Vi a lágrima de alegria nos teus doces olhos de mar,

Vi o sorrir da estrela-luar

Nos teus lábios de mel,

Hoje,

Vi o beijo desenhado

No crepe papel,

Hoje,

Vi na tua mão

O silenciado

Silêncio da alvorada…

Vi a escuridão da madrugada,

Hoje,

Hoje vi a lágrima de alegria…

Nos teus doces olhos de mar,

Vi o dia…

E vi o desejo de amar.

 

 

02/11/2023


28.10.23

Desenho o fatídico beijo nos teus lábios de mel

Dos teus lábios poéticos

Do dia que não quer acordar

E no meu peito

Sinto os teus olhos de mar,

 

Desenho o beijo

Em teus lábios de mel

Manhã sonolenta

Manhã quase perfeita

Nas tuas doces mãos de seda,

 

Nas tuas doces mão de feiticeira

Quando desenho o beijo

Transparente

Leve como um pequeno suspiro

Quando inventas um sorriso,

 

Desenho o beijo

O fatídico beijo

Em teus lábios de mel

Nos teus lábios em desejo

Por palavras,

 

Sombras nos teus lábios

Beijo envenenado que desenho

Em teus lábios de mel

Em teus lábios de purpura insónia…

Quando a insónia é uma caverna de prazer.

 

 

28/10/2023


30.09.23

Amo os teus olhos de mar

Teus lábios de mel

Amo o luar

E esta pequena folha de papel

 

Amo o silêncio do teu cabelo estrelar

E as tuas palavras que crescem a cada madrugada

Amo sonhar

Sonhar cada palavra

 

Amo o poema que se solta da poesia

Quando da chuvinha da manhã sem nome

O poeta sem dia

 

Não se cansa de correr

Do dia que não come

No dia que vai nascer

 

 

30/09/2023


27.06.23

IMG_20230627_120219_463.jpg

Há uma flor em tua mão

Tua mão em flor,

Tua mão em minha mão

Na tua mão em dor.

 

Há uma flor em papel

Flor na mão tua minha mão de mar,

Uma flor nos teus lábios em mel…

Do mel doce lar.

 

Do mel doce amar,

Uma flor em tua mão…

Uma flor que não sabe falar.

 

Há uma flor de beijar,

Uma pequena flor no teu coração,

Uma linda flor, uma flor em luar.


01.02.23

De Deus, nada sei.

Apenas que nas suas mãos,

Poisa um sorriso de luz,

Enquanto as madrugadas,

Depois das noites em luar,

Dormem pedacinhos de lábios de mel…

 

Há barcos imensos,

Dentro do Oceano do sono,

E Deus, sentado na sua poltrona,

Com um servocomando,

Brinca às escondidas com todas as flores,

Flores apaixonadas,

Flores que amam os barcos imensos,

E que são rimas do poema,

Flores esquecidas…

 

Se Deus quiser,

Tapa o sol com o cortinado da paixão…

 

Mas Deus não se mete nessas coisas,

Deus está preocupado com o silêncio do teu olhar

E com a solidão dos teus lábios,

 

De Deus, nada sei.

Apenas que nas suas mãos,

Poisa um sorriso de luz,

Enquanto as madrugadas

Fumam as palavras que escrevo na triste ardósia do teu cabelo.

 

 

 

 

 

Alijó, 01/02/2023

Francisco Luís Fontinha

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