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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


17.11.11

No dia em que se assinalou o 89º aniversário do nascimento de José Saramago, os bolgs do Sapo.pt deixam um desafio; escrever ou repescar um post antigo sobre José Saramago.


Não o vou fazer porque deixei de ter blog no Sapo.pt, mas gostava de partilhar algumas ideias sobre o tema.


Quando comecei a ler José Saramago quase todas as pessoas o odiavam;


“Que horror ele nem sabe escrever, Que porcaria sem pontuação…, E coisas do género!”


Li e ouvi variadas vezes e repetidamente estas e outras frases.


Quando comecei a ler José Saramago poucos o conheciam e curiosamente no dia em que é anunciada a atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, curiosamente todos tinham lido José Saramago e sem qualquer dúvida O melhor escritor de todos os tempos.


E nos dias seguintes lá iam eles como se fossem para a missa das 11 horas livraria dentro “Tem algum livro de José Saramago?”.


O mesmo se passa com António Lobo Antunes.


E a isto chama-se hipocrisia pura.


Dei-me ao trabalho de consultar o top 10 online da FNAC (http://www.fnac.pt/Os-Mais-Vendidos-Ficcao/l17334?bl=HGLIpdg) e curiosamente o inédito de José Saramago “Claraboia” que já tive o prazer de ler aparece em 6º lugar, e curiosamente, e curiosamente o novo livro de António Lobo Antunes “Comissão das Lágrimas” nem aparece nos dez primeiros.


E já estou a imaginar, espero que não tão cedo porque ainda pretendo ler muitos mais livros de António Lobo Antunes, e imagino que quando ele morrer toda a gente em Portugal gosta de A. Lobo Antunes, e imagino que quando ele morrer toda a gente em Portugal “O melhor escritor de todos os tempos”.


A isto chama-se hipocrisia pura.


E já agora, se me fosse dada a oportunidade de me sentar a uma mesa de café com quatro escritores ou poetas, sem qualquer dúvida eu escolheria; José Saramago, Luiz Pacheco, AL Berto e António Lobo Antunes.


 


Top 10 FNAC em 17/11/2011


 


1 - Herança


Christopher Paolini


 


2 - O Último Segredo


José Rodrigues dos Santos


 

3 - O Caderno de Maya + Oferta Exclusiva


Isabel Allende



 


4 - O 11º Mandamento + Oferta Exclusiva


Daniel Sá Nogueira


 


5 - 1Q84 Vol 1


Haruki Murakami


 


 

6 - Claraboia


José Saramago



 


 

7 - Abraço


José Luís Peixoto



8 - Marquesa de Alorna


Maria João Lopo de Carvalho


 


9 - História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar


Luis Sepúlveda


 


10 - Minha Querida Inês + Oferta Exclusiva


Margarida Rebelo Pinto


04.11.11

(“Atualmente sou um inútil”, Abel in Claraboia – José Saramago)


 


Atualmente sou um inútil


Um pedaço de xisto


Nem sou chuva


E nunca conseguirei ser o vento…


 


Atualmente sou um inútil


Que ama loucamente o mar,


E nunca,


E nunca voltarei a abraçar o mar,


 


Atualmente sou um inútil


Que ninguém,


Porque sou um inútil…


Ninguém quer abraçar,


 


Para que servem as palavras que escrevo?


Os livros que leio?


 


Atualmente sou um inútil


Um pedaço de xisto


Nem sou chuva


E nunca conseguirei ser o vento…


 


E quando sonhava,


Queria voar,


E nunca voei,


Por ser um inútil…


Deixei


De sonhar.


30.10.11

Há um poema na minha vida


Que não me deixa desistir,


Há um poema que segura os meus sonhos


E me diz para acreditar,


 


Há um poema dentro de mim


Uma fogueira a arder,


Há um poema que me obriga a gritar…


A cada manhã ao acordar


 


Ou nos dias a sofrer,


Há um poema


Que me obriga a sonhar


E a viver…


 


Há um poema dentro de mim


Construído de pedacinhos de areia,


Nasceu em Luanda…


E corre na minha veia.


 


(“Queriam-me casado, fútil e tributável?” Álvaro de Campos)


“É isto o que a vida quer de toda a gente?, perguntava Abel.” (Claraboia de José Saramago, pág. 267)


06.08.11

Um dos meus solhos era senta-me à mesa com AL Berto, Luiz Pacheco, José Saramago e António Lobo Antunes, infelizmente os três primeiros morreram e não os conheci pessoalmente, felizmente que A. Lobo Antunes está vivo e espero que por muitos anos,


E se me fosse possível dizer alguma coisa ao António, e quantas que coisas que fico sem jeito, apenas lhe dizia Obrigado, António, por tudo e pela companhia nas noites de inferno e sem dormir e que às vezes acredito que o mundo desaba sobre mim…

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