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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

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16.11.15

esconde-se o corpo no tapete nocturno da solidão


as cânforas manhãs do desassossego libertam-se das amarras


a liberdade acorda


todas as flores são livres


e todos os pássaros voam sobre os cabelos da alvorada


o olhar da serpente brinca num longínquo quintal abandonado


onde uma criança


também ela livre…


sonha com barcos em papel e estrelas coloridas


o corpo nunca teve medo


a não ser da solidão


que é a única prisão que amedronta o homem sem corpo…


 


Francisco Luís Fontinha – Alijó


segunda-feira, 16 de Novembro de 2015

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