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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


08.07.17

Uma caneta cravada no peito,


Jorram palavras amargas das veias do poeta,


O homem suicidado deita-se no chão firme junto ao mar…


Uma árvore cintila no vento invisível da noite,


A morte,


O homem suicidado sorri das flores sobre o seu corpo,


A cada dia, uma amoreira dorme,


Sonha…


Inventa desenhos no silêncio da escuridão,


A viagem renasce ao nascer do Sol,


A aventura de galgar os rochedos da solidão,


Adormecidos os corpos nos fósforos da miséria…


O poema grita,


Chora…


Uma caneta cravada no peito do artista,


O fim aproxima-se enquanto lá fora uma criança brinca…


E chora,


O poeta grita…


E morre na tua mão.


 


 


 


Francisco Luís Fontinha


Alijó, 8 de Julho de 2017

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