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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

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31.03.11

Enfim só


Nesta sem fim noite adormecida


Enfim eu neste labirinto a que chamam noite


Enfim só. Enfim caminhando


 


Pela claridade do silêncio


Na sem fim noite escura de mim,


 


Da sem fim noite prometida.


 


Enfim só


À procura, na busca, caminhando


Eternamente só,


Na sem fim clareira esquecida.


 


Enfim só


 


Nesta sem fim noite adormecida


 


Enfim finalmente eu


Só, com a tua sombra adornada no vácuo


Tapando a minha janela em delírio


Dos teus gemidos nocturnos,


 


Que na noite me iluminam


E me dizem baixinho


Ao ouvido;


Enfim só


Só sem fim nesta noite maldita…


 


Porque só,


Da sem fim noite prometida,


 


Eu, enfim só!


 


 


Luís Fontinha


Alijó

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