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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

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01.06.11

Dizem-me para acreditar


Ter esperança…


E pergunto-me ao acordar


Enquanto o sono se despede dos meus olhos


 


Eu vagabundo à nascença


Como poderei acreditar


E ter esperança?


 


Dizem-me para acreditar


Ter esperança…


 


E eu acredito que a lua é quadrada


E o sol construído de lágrimas


Eu acreditar


Eu ter esperança


 


Que amanhã no meu corpo


Uma rosa encarnada


Gritará na alvorada


- Foda-se a esperança


- Foda-se o acreditar


 


Para viver preciso de comer


E para comer preciso de dinheiro…


E ninguém vive da esperança


Tão pouco de acreditar


 


Para viver, para viver preciso de trabalhar.


 


 


Luís Fontinha


1 de Junho de 2011


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