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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


01.05.23

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(acrílico s/tela. 70cm x 100cm. Francisco Luís Fontinha – Alijó)

 

 

A espada que Dilacera o teu corpo

Em finas fatias de desejo

Do teu corpo mergulhado na insónia

Quando essa espada que trago na mão…

Poisa docemente nos teus lábios,

 

Das tuas mãos em poesia

Cansaço poema do masturbar silêncio…

Quantas estrelas

Meu amor

Se suicidam nos teus olhos invisíveis…

 

E fazem do Universo o sítio mais frio de todos os sítios frios e distantes…

Um pequeno relógio de paixão

Diz-me que são horas de partir…

De me erguer perante Deus…

E quem sabe… rezar que esta espada nunca morra em minha mão.

 

 

 

Alijó, 01/04/2023

Francisco Luís Fontinha


01.05.23

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(acrílico s/tela. 70cm x 100cm)

 

 

E de encanto em encanto,

Ao triste momento,

Quando o desalento…

Sem tempo, traz o vento…

 

E abraçado ao vento,

Esta pobre criança sem alimento,

Brinca, sonha e chora… quando esta criança em sofrimento

Se esconde nos teus olhos de encanto,

 

Quando esta pobre criança sem alento,

Acorda do sono em pensamento,

E de encanto em encanto…

Esta pobre criança… é a criança do momento.

 

 

 

Alijó, 01/05/2023

Francisco Luís Fontinha


01.05.23

E que o vento nunca leve o teu cabelo

E o teu sorriso,

E que o vento te abrace,

Em cada doce madrugada,

 

E que do vento venham as flores da Primavera

Que escrevem em teus lábios,

E desenham nos teus lábios…

A Primavera,

 

E que o vento habite em teus sonhos

Das manhãs depois de acordarem,

E que o vento seja justo, seja sincero…

E que o vento nunca deixe…

 

Nunca deixe de te amar.

E que o vento seja eu,

Esta pobre flor sem madrugada,

E que o vento…

 

E que o vento seja apenas o vento,

O vento sem mais nada.

E que o vento…

E que o vento se deite no teu ventre,

 

E que do vento, acorde mais vento…

Mais vento em cada doce madrugada.

E que o vento nunca leve o teu cabelo

E o teu sorriso, e que o vento te traga o sono da alvorada.

 

 

 

Alijó, 01/05/2023

Francisco Luís Fontinha

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