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Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...

Cachimbo de Água

Blog de Francisco Luís Fontinha; poeta, escritor, pintor...


01.07.11

O meu corpo não sente


O vento da madrugada


O meu corpo não gente


Sem vida sem nada,


 


O meu corpo que finge viver


E sobre o mar adormece


No meu corpo sofrer


Na manhã que desaparece,


 


Vem a menina do mar


Ao meu corpo ausente


Vem menina sonhar


 


Os silêncios das palavras tua mão


Que o meu corpo não sente


No meu corpo o coração.


01.07.11

O uivar dos pássaros


Das ruas imersas em pedacinhos amanhecer


O sol que se alicerça nas amoreiras


E escorre da monta ao rio esconder,


 


Das páginas da manhã


As sílabas das horas mortas


As vogais em silêncio


Correndo pelas ruas tortas,


 


Em flor a tua mão


O livro semeado na alvorada


No livro o papel encardido


Quando acorda a madrugada,


 


Ai senhor o uivar dos pássaros


E das ruas vem-me o cheiro a hortelã


Nos plátanos cansados


Os segredos da manhã,


 


E não importa que sou


Porque tenho corpo para sofrer


Cheirar o uivar dos pássaros


E lutar para não morrer…

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